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E 2008 chegou! Com toda sua força e esperança, além de promessas de coisas boas... Decidi não fazer promessas esse ano, alias, não pensei em nada, apenas durante a queima de fogos pedi um amor... Percebo que sou bem sucedida naquilo que só depende de mim, seja dinheiro, trabalho, negócios... mas no amor, o amor é sempre um desastre. Decidi que quero amar e ser amada, mas ao mesmo tempo. Quero ser correspondida e corresponder. Acredite meu Reveillow foi de vermelho! Se peço isso, é pq é do que sinto falta. Tenho problemas financeiros para resolver, brigas interiores ainda não resolvidas, pendências de todos os tipos, mas se eu me dedicar um pouco e ser forte eu posso conseguir resolver esse impasse. Que 2008 me permita voltar a sala de aula como se anunciou ao final de 2007. Que eu posso evoluir ainda mais como pessoal e como profissional. Que possa me tornar uma empresária como venho desejando e sei que a Muti merece. Que eu aprenda a valorizar o que importa e não gastar energias com coisas que não vão me levam a lugar nenhum. Sim, eu quero construir uma nova realidade para minha vida, mesmo que em alguns casos ainda esteja presa a peculiaridades do passado. Estou aqui, de corpo aberto para receber tudo de bom que esse ano puder me dar e aceitar tudo que vier a se revelar para mim. E que venha o amor da minha vida, seja você quem for!
Músicas: Encontro - Flavio Nestares
Se você não está aqui - Br'oz
Me pergunto porque tanta euforia na mudança do calendário... é apenas mais um dia. Recomeço, renovação, promessas feitas no calor da emoção que nunca serão cumpridas e serão repetidas na próxima virada de ano? Qual é a graça? Pode parecer radical, mas para mim nesse momento parece mais um feriado qualquer, que estou em casa, sem fazer nada, ou faxinando, sei lá... Soma-se um ao ano existente e temos um novo ano, mas o que fazemos para que ele seja novo? Os hábitos, os costumes, a rotina são sempre as mesmas, vou voltar ao trabalho, cumprir minhas obrigações, correr atrás de corrigir meus problemas financeiros e assim os dias vão passando. Esperança? É que sabe, na verdade a única coisa que me acompanha é a fé, que não será renovada pq mudou o ano, a renovo todos os dias, todos os dias agradeço, peço, me desculpo com Deus, não serão tradições, fogos e festas que mudarão esse sentido para mim. Não conheço festa de Reveillow, é só mais um dia, a diferença é que janto mais tarde, bebo alcool em casa e durmo ao som de fogos de artifícios, qdo o dia amanhecer o que terá restado de tudo isso será um calendário velho e ultrapassado a ser substituido....
Por vezes me sento na frente da tela do computador para escrever e perco a vontade. As palavras estão dentro de mim, mas parece que não estou conseguindo colocá-las para fora. Meu livro predilético está parado, estagnado num limbo, enquanto o novo começa a tomar forma, em linhas ainda desconexas. Tenho tanto para escrever, penso em várias coisas, mas na hora de fazer pra valer, não vai. Deve ser algum tipo de bloqueio. Final de ano é sempre a mesma coisa, fico pensando no passado, em coisas que fiz, que escrevi e que não voltam.
Surgiu uma confusão de repente em minha mente, um fantasma do passado outra vez? Ou uma doce lembrança dos melhores momentos que vivi em minha vida, quando eu me sentia querida, protegida e completa. Quero acreditar que mais uma vez estou confundido as coisas, pensando bobagem, mas sei que no fundo ele é a pessoa mais importante que já tive, mesmo com todo esse jeitão dele. Ainda me lembro do dia que o "apresentei" para algumas pessoas, ninguem acreditou que ele fosse a pessoa que eu falava com tanto carinho e que pudesse ter tantas qualidades como eu descrevia. Sei que o que sobrou da nossa breve história foi o livro, que acaba de entrar no seu 9º ano inacabado, mas com melhorias significativas. Sei que esses rompantes sentimentais são importantes para que eu dê continuidade ao meu livro, mas não quero colocar tudo a perder, reconstruimos nossa amizade de uma forma tão sólida que acredito que se nos vissemos todos os dias ainda assim teriamos coisas a dizer. Sei que não falamos do passado, mas talvez um dia seja necessário falar sobre ele, já faz tempo, somos adultos agora podemos suportar o fato de ouvir algumas verdades, ou melhor, eu posso suportar, pq se apenas me couber amizade é o que quero, não vou lutar por nada mais. O que me deixa eu dúvida e as vezes entristecida é não amá-lo da mesma forma. Sei que amo, mas eu cresci e o sentimento mudou, assim como eu, amadureceu. É mais ponderado, controlado e reflexivo. Não faz mais as coisas por impulso apesar de as vezes eu sentir falta disso. As palavras dele volta e meia me tocam e fica aquela vontade de abraça-lo longamente, ceús tem momentos que preciso me controlar para não dizer coisas que não devem ser ditas, pois talvez já não sejam mais verdades absolutas.
Coisas estranhas acontecem quando fico na frente de um blog... começa a dar vontade de escrever e de dividir com o "papel" o que estou sentindo... infelizmente nesse momento nem eu sei direito, sei que preciso fazer mais isso: escrever... é meu combustível. Há semanas que não toco no meu livro outra vez isso me entristece. A rotina as vezes é tão corrida que eu não me permito fazer algo que é pra mim.
Como estou em aula vou deixar só um videozinho que adoro a música! Tá o link aí!
Hoje está sendo difícil, uma sombra está pairando sobre mim. Lembranças e saudades incovenientes resolveram se apoderar do meu tempo. Conseqüência: perdi o ânimo de tudo, de comer, de andar, escrever, estudar. Só queria meu quarto escuro e boa música para chorar. Parece estranho e talvez realmente o seja, mas estou me sentindo num vazio sem fim, sem saída e sozinha. Pensando percebi que minha tristeza não tem nome, apenas fragmentos de momentos importantes que agora me perturbam.

Faz tempo que não sinto essa vontade de simplesmente desaparecer. É uma dor tão grande que nem sei de onde vem e parecia que tudo estava tão bem, eu estava escrevendo, mas não sei se foi a música que tocou de uma forma diferente ou se foi o que enxerguei ao ler a tradução dela, só sei que me vi de repente sem conseguir comer, sem forças, melancólica, chorosa, me vi sentada sozinha com meus pensamentos, olhando o vazio e chorando.

O desejo incontrolável de ficar sozinha, de me esconder e a crença de que veria o Sie tumultuando ainda mais meus pensamentos. Algo aconteceu por causa desse meu desejo de escrever de dar continuidade aquilo que tanto amo e que por algum motivo de alguma forma é responsável pelo que estou sentindo.

Desejei tanto o ver e não o vi como havia previsto. Meu corpo está padecendo e não tenho a menor idéia do que fazer para mudar isso. Eu só estou cansada, muito cansada. Comecei também a pensar nas coincidências de datas dos fatos mais marcantes da minha vida aconteceram entre os dias 20/10 e 10/11 e só hoje me dei conta que um já tem 9 anos e outro 2. É muito esquisito sentir todo esse mal estar e nem saber de onde veio.

Percebi também que os dois foram os que mais me marcaram e são meus dois melhores amigos, ou seja, duas pessoas que me conhecem como ninguém. Recordo que já fiz comparativos antes. Acho que na verdade o problema é que conheço o Sie a 11 anos, tivemos uma história e acho que meu livro me fez sentir saudades.

Minha dor estava estampada na minha face, mas não sabia como explicar. E eu fico pensando como suportei ficar tantas vezes assim ao longo da minha adolescência. Minha dor não tinha rosto, nome ou forma... era saudade demais e vontade de viver isso outra vez... mas passou...

Queria saber pq tenho que passar por tudo isso novamente... me interessar por alguém que insiste em ficar preso no passado... bem nas outras vezes não foi bem assim suas histórias não eram passado, mas agora, ficar me dizendo que não vai mais voltar, que acabou e ficar me jogando na cara q ainda gosta dela, após me dizer que cansou de ser ignorado, desprezado que quer alguém que o ame, o cuide, eu não mereço isso. Eu não merecia mesmo ter que pasar por isso. Ele nem é um príncipe, mas talvez pudesse me fazer feliz, quer tempo e estou dando esse tempo, mas é impressionante como só me envolvo com homem complicado, enrolado e inseguro. Estou fazendo um esforço para escrever pq nem isso tenho tido vontade ultimamente... No trabalho tem sido tão bom sentir que aquilo que me era importante não acabou, por alguns momentos chego a pensar que se fortaleceu novamente e aí quando decido tirar meus grilos da cabeça, quando entendo o que se passa comigo, como hajo e reajo às coisas que me acontecem tomo esse balde de água fria. Fui tão natural, espontânea e de certa segura, disposta e tentar ser feliz outra vez e de uma hora para outra parece que esfrio, e depois sou eu que tenho problema com relacionamentos. Isso sem falar outros detalhes que nem vale mencionar senão já piro novamente. O jeito é deixar o tempo passar e ver o que acontece, não quero ser afobada, nem ficar me preocupando com o depois, pq se eu não pensar no hj o futuro pode nem existir para nós dois. Ontem eu estava bem propensa a me deixar envolver, mas hj recuei e me fechei, não sei como será amanhã, espero que melhor!

Tempo demais sem escrever eu sei. É uma mistura de desleixo com falta de tempo. A rotina se sobrepõe aos desejos e vamos adiando nossas vontades. Mas acho que a semana foi particularmente interessante e marcante. Euforia, alegria, frustração, magoa, saudades, foram alguns dos sentimentos que percorreram meus dias e me fizeram companhia. Tanta coisa mudou desde a ultima postagem, também já faz um mês. O que o mais temia ainda não aconteceu, os projetos mudaram um pouco de rumo, já que o processo tende a demorar. Talvez ocorra de outra forma, mas acredite será tão doloroso quanto na outra situação, pois será ausência da mesma forma. Mas não quero falar de tristeza, nem da rotina que me consome, quero falar de recordações. Vivi momentos únicos nesses dois últimos dias, passeando pelo reduto de minha inspiração, revivendo tanta coisa boa e feliz que talvez naquela época não soube aproveitar, tão pouco entendi o quanto me faria falta agora. As primeiras desilusões de amor, a descoberta do dom de escrever (incluindo as produções literárias), o concurso de redações, as aulas, os dialogos, meu primeiro amor. Vamos ser honestos, foram essas as lembranças mais marcantes e que mais mexeram comigo, espero que depois dessa injeção de lembranças eu termine de uma vez o livro, não é possível quase uma década mexendo nesse texto, já estou ficando cansada.


Uma ausência que se prolongou mais do que devia, falta do que escrever ou força? Os dias que se passaram foram cheios de emoções e surpresas e conflitos interiores, eu estar doente desperta muitos sentimentos adormecidos, faz pensar demais, agora estou me recuperando. Os próximos dias são importantes, marcam um momento que adoraria não precisar viver, mas que eu sempre soube que aconteceria, mais cedo ou mais tarde. Estou tentando me colocar forte, mas sei que não é uma tarefa fácil.

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"O tempo me fez perceber que as pessoas tem uma estadia curta em nossas vidas. Sempre existe um propósito para que ela chegue a nós e se estabeleça, mas um dia, quando abrirmos os olhos vamos perceber que aquela pessoa tão importante se foi. Às vezes somos tão egoístas para perceber que elas estão se despedindo e quando damos por sua ausência ainda a culpamos por não se despedir, mas a verdade é que assim como elas chegam, elas partem e não há explicação. Cada pessoa que passa em nossa vida é importante, tem um momento, ou pretexto para acontecer e às vezes a gente nem percebe como acontece, mas a cada palavra, a cada descoberta, cada incentivo, cada acalento a alimenta, a fortalece, é assim que a amizade floresce! Ela não pede fogos de artíficio para anunciar sua chegada, ela é discreta, mas persistente e ela permanece o tempo suficiente para que as almas se unam outra vez. Sim, as almas! A amizade é a forma mais pura de amor que nasce das trocas, dos olhares, que fazem você continuar gostando da pessoa, mesmo conhecendo seus piores defeitos e não é a ausência a distância ou qualquer coisa que se interponha entre elas que muda um sentimento que brota, cresce, se fortalece e se enraiza. Aprendemos a ficar longe dos amigos, mas esquecer: impossível!"




Isso que chamo de pedido atendido... um reencontro quase nos moldes desejados. Eternizá-lo? Talvez, mas o dia teve tantos momentos assim que fica até difícil descrever o misto de emoções e pensamentos girando dentro da minha cabeça. Agora é para valer, eu sei e prometi para mim mesma aproveitar ao máximo sua presença, eu posso acordar um dia e ele não estar mais lá. Saber das histórias, dos acontecimentos foi bom, pois não partiu de mim querer saber. Ao menos participo dessa alegria, agora como expectadora, não como coadjuvante... O problema é que comecei a acreditar que todos os meus medos, sentimentos, enfim, haviam me deixado... mas agora a noite percebi que na verdade eles nunca me deixaram, vou apenas me acostumar a não sentir e as vezes vou sentir falta, ficar deprimida, chorar... mas vai passar, passei no ensaio e mesmo sabendo que agora é permanente vou resistir, mas sei que o carinho que sinto será sempre o mesmo passe o tempo que passar. O que desejo é ser uma lembrança boa em sua vida e que possa pensar em mim com pelo menos um terço da ternura que eu sinto quando lembro de algo relacionado. O tempo é curto, mas Deus tem sido bondoso comigo e me dado força e sei que continuará dando para eu superar qualquer dificuldade. A saudade existe em todos os lugares, em todos os momentos e eu queria ser 1% importante em sua vida do que é na minha, desencontros da vida. E essas palavras que ficam dentro da minha cabeça querendo ser ditas, que não entendem que passou o tempo, talvez qdo chegar o dia, eu olhe e deseje que elas me deixem, mas agora temo, não quero assustar, mas preciso que entenda que o que se criou, não morre assim, é pra sempre!
Um dia atípico? Talvez, aula no sábado! Só me lembro disso que eu lecionava, acho que já não estava mais acostumada. Aula de informática ainda, não podia nem imaginar o que estava por vir, eu me deparando com um blog outra vez. Céus, parece que esse cara me persegue, rs. Senti saudades... a ansia de sempre ter algo novo para mostrar, a esperança de que alguém vai ler e comentar. Sim, a melhor experiência nunca teve comentários e ainda por cima teve aquele fim trágico, de primeiro e excluir boa parte das postagens e depois perder o acesso por causa do roubo da senha. Sim, realmente é estranho escrever aqui novamente, não que eu tenha parado de escrever, constantemente abro meu bloco de notas e crio aquele arquivo básico de diário dia tal... e eles vão se amontando pelas pastas do meu micro, sorte deles que andei os organizando e deixando-os ao menos juntos. A verdade é que essa aula trouxe de volta aquele antigo e incontrolável desejo de escrever, como se ainda estivesse escrevendo para ele, me fez lembrar de tudo que escrevi e perdi, de tudo que falei sem ter tido resposta direta, mas várias indiretamente, inclusive as desagradáveis. É um momento estranho para isso acontecer já que algumas coisas das quais fugi, me escondi agora vão acontecer. A aula me fez lembrar disso e me fez lembrar do quanto ainda tenho para dizer, mas já não vale mais a pena, é só para mim agora. Mais estranho é estar num lab. de informática, me deu a sensação de ter voltado para a ETT. Loucuras a parte não sei ainda se isso foi bom ou ruim, mas agora não vou parar, mesmo sabendo que nem todos meus segredos e sentimentos vou confessar, alguns devem ficar bem no fundo do meu coração e de lá não sair jamais!