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Acho que enlouqueci, pois nos últimos dias você não sai do meu pensamento... talvez seja porque perdi a força que me movia por acreditar que iria te encontrar de novo. Parece que o destino está disposto a me deixar longe, talvez para entender que passou-se o nosso tempo, ou melhor, o meu tempo, afinal o que você lá sabe sobre os meus sentimentos?

Sei que você não tem culpa, tive a minha oportunidade e perdi, mesmo que no final nada acontecesse, mesmo que tivesse sido aquele momento e depois talvez eu me arrependesse, mas não posso negar que desejei muito e ainda desejo, mas sempre fui covarde para admitir, eu podia ter falado, mas fui adiando e então você partiu sem se despedir e eu fiquei acompanhada da imensa saudade que sinto de você, saudade que polvoa os pensamento aos lembrar de como eu me sentia quando estava perto de você.

Estou vivendo alguns momentos e volta e meia minha mente ociosa vai te procurar e como isso me faz mal, eu devia saber que você é apenas um sonho, mas quando lembro das suas palavras, ditas há tanto tempo desejo voltar no tempo, porém isso não está em minhas mãos, o que passou, passou e nunca saberei de verdade o que você pensava, desejava ou pretendia. Eu deixei o momento escorrer por entre meus dedos e agora sofro por não saber o que deixei, mas afinal a vida é assim e você está longe e não vou te ver, talvez nunca mais te veja, alias, acho realmente que é isso que acontecerá, você foi pra longe e a nossa história acabou, seja ela qual for.

Sou então obrigada a conviver com o fantasma do sentimento que tenho por você me rondando, me provocando pensamentos inadequados, fantasiosos e que no final só me provocam dor, porque no fundo sei que são desejos que nunca serão realizados, mas quer saber, eu te amo mesmo assim, de coração puro e leve te digo isso, não importa que nunca tenha acontecido nada entre nós, eu me sinto assim em relação a você e queria sinceramente acreditar que um dia ainda te verei, porém essa esperança eu não mantenho mais acesa dentro de mim...
Buscar fazer o melhor as vezes nor torna incompreendidos, porque aqueles que nos cercam não entendem que o esforço ora compreendido na trajetória é na busca de um bem comum, não uma satisfação pessoal ou intriga. Somos imperfeitos, cheios de defeitos, somos humanos e temos que aprender a lidar com nossas falhas, por mais difícil que seja ouvir uma critíca, afinal dependendo da forma que ela nos é pronunciada só nos ajuda a crescer. Mas é muito fácil se apegar em nossos defeitos, nossas fraquejas para justificar as situações, porém poucos realmente sabem ou refletem sobre a realidade na qual as coisas estão acontecendo.
Eu vim para cá sem pretenções e acabei sendo apenas mais uma nadando contra a correnteza. Perdi minha fé no trabalho, minha auto estima, dexei meu brilho em algum canto escuro do meu coração e com isso eu falhei, deixei de ser produtiva. Mas deixo a pergunta: produzir é sinonimo de qualidade? Pois bem, há pouco tempo percebi que podia fazer a diferença que podia ser útil, me integrar e me sentir parte de um todo, promovendo mudanças, aprendendo, compartilhando conhecimentos. Defini metas e acreditei nelas, seguindo em frente.
Encontrei pessoas no caminho que assumiram essa luta e acreditaram num objetivo que médio e longo prazo, me deram uma chance para fazer algo dar certo. Senti a chama do desafio ardendo outra vez em meu peito como há tanto não sentia, comecei a deixar de lado as coisas que mais prezava, pois minha mente tornou-se ocupada para dividir meus pensamentos. Entretanto nem tudo tem sido como desejado porque o precesso é longo, demorado e como disse outro dia: desde quando fazer certo é fácil e legal?
As pessoas desaprenderam a ter objetivos, a repensar suas ações, buscar alternativas, apenas seguem sua rotina reproduzindo repetidamente aquilo que sempre fizeram, e agora me culpam por ter fraquejado? Eu não tenho vergonha de dizer que fraquejei, assumo meus riscos, não me é glória nenhuma permanecer nesse recinto por mais tempo que os demais, estar em casa fazendo as coisas que gosto me seria bem mais agradável, porém estou aqui tentando honrar meu compromisso, aquele que assumi com o grupo, com o trabalho, com os objetivos e comigo mesma. Se estou aqui é porque tenho consciência de que quando a coisa aperta preciso ofertar um pouco mais de mim sem que ninguém precise me lembrar de meus compromissos, afinal não posso ser omissa, tenho responsabilidades e diante disso sou a maior interessada nos resultados positivos. Me transformar num robo não irá me fazer produzir mais, alias, posso até produzir mas a qualidade não será a mesma.
Sei que se falho num lado, devo compensar por iniciativa própria, mas sei que nem todos entendem isso, alias simplesmente não entendem. Não fico procurando desculpas para não ter feito, estou mostrando que fazer o melhor leva tempo e que ainda assim a gente erra e eu estou aprendendo com meus erros e também com o dos outros e se eu tiver que pagar pelos prejuizos eu pago, não tenho medo de ser punida e também não fico apontando o dedo nas feridas. Aprenda a enxergar a si próprio e depois me julgue, afinal todos sabemos aonde o sapato nos aperta mais.
Eu poderia continuar virando as costas para o que via, reproduzindo o que me diziam e me fazendo de indiferente para o que estava me rodeando, mas um dia entendi que se não me dispusesse a fazer as coisas serem melhores nada realmente seria. Foi então que deixei meus prazeres de lado e investi, me entreguei ao desafio, acreditando que poderia ser diferente, porém as pessoas se acostumaram com a minha indiferença e só enxergam o que fui, sem levar em consideração as mudanças positivas, acho que no fundo por melhores que sejam não apagam as marcas ruins deixadas, é como ficar stigmatizada.
Agora estou aqui quase que me desculpando por não ser produtiva e eficiente, por não ser perfeita, pagando por motivações passadas e sendo condenada por aqueles que nada entendem do que esta sendo tratado e eu ainda fico perdendo tempo me empenhando em atividades que não me pertencem acreditando que a única forma de cobrar é mostrando um bom caminho a ser trilhado, dando alternativas, orientando e explicando porque acredito que algo pode ser melhorado, só conscientizando as pessoas podemos alcançar os objetivos.
E não vou me fazer de vítima, pois não sou, vou apenas deixar que a vida comprove os fatos e que um dia os resultados mesmo que tardios me absolvam, só assim terei certeza que terá válido a pena e não quero com isso justificar minhas fallhas, até porque não há justificativa para tal, o que há é uma força de querer promover a mudança e uma preocupação e envolvimento que não existia, era apenas reprodução, hoje penso no que faço e em como posso fazer melhor. A verdade é que planejar faz parte da caminhada e é muito melhor perder um tempo há mais planejando do que iniciar inúmeras vezes um processo por não ter previsto aonde os caminhos tomados iriam resultar.
Nada será enfim por acaso. Vou amadurecer, eu sei. Vou me fortalecer outra vez e vou mostrar que a excelência está em gostar do que faz, em querer fazer bem, em inovar e em ser paciente, porque os resultados são construidos ao longo da caminhada, não na linha de chegada.

A música começa a tocar e o pensamento voa. É mais um dia triste, sem vida. De olhos fechados, finjo não estar me importando, não estar presente, mas não posso ficar sempre me enganando. Não há um dia que seu rosto não surge frente aos meus olhos, não há um momento em eu possa dizer que não me importo mais, eu até tento, mas esse amor é algo que faz parte de mim e que de alguma forma eu preciso arrancar, mas ele está enraizado e sem ele é como se eu não existisse mais. Esse amor era minha razão de viver, minha motivação, minha alegria, como fora em outros tempos. Sei que aprendi a viver sem ele, mas era outra história, outra vida e apesar do tempo, superar era mais fácil, agora estava mais envolvida, tivera outras histórias e pude ver como era isso que eu procurara todo esse tempo. Não sei mais no que estou me tornando, há momentos que as pessoas verão um sorriso em meu rosto, outros seriedade, atenção, mas no final de tudo só há mascaras para esconder o que meus olhos denunciam, mas poucos veem, pois não me conhecem o suficiente para entender essas mensagens. Sentir-se só talvez seja a pior coisa para sentir, saber que você está em um lugar, mas não ser visto como se realmente é, é como estar sozinho no meio da multidão. As vezes o que sinto é que sou apenas mais um, vivendo a vida da forma que é possível, na sombra, sem ser percebido, renegando o título de ser especial na vida de alguém, ou perdendo esse título sem nem saber o motivo. Como que de repente deixei de ser importante em sua vida? Como eu deixei de representar as coisas boas, a paz e o que faltava para ele? É como uma traição. Fui traida pela impulsividade, pelo desejo, pelas promessas da vida feliz e inigualavel, ao lado daquele que sempre chamei de meu melhor amigo. Fui traida por seu olhar, por seu sorriso, por seu abraço, por seu beijo... me deixei envolver naquilo que eu acreditava ser o conto de fadas que eu, na minha ingenuidade, pureza e romantismo desejei ter em minha vida. O problema é que o conto de fadas, o sonho lindo de um amor eterno se transformou num pesadelo, do qual eu insisto fazer parte. Devia ter crescido e talvez realmente tenha, mas nem toda maturidade me permite convencer meu tolo coração que tudo não passou de uma ilusão. Ou seria uma brincadeira? Uma travessura do destino? Realmente não me reconheço mais, minha ansia por desafios, minha dedicação as coisas que amo, meu brilho se foram, partiram no dia que ele desistiu da nossa história. Por vezes tentei me recuperar, retomar de onde parti, mas parece que atravessar a passagem de mais um ano está outra vez me perturando. 28 anos e o que afinal de contas construi? Criei momentos, laços temporários e nada enfim permaneceu em minha vida, tudo ficou apenas nas lembranças. Queria só por um instante me sentir livre para largar tudo e desaparecer, ser menos racional, não ter tantas coisas dependendo de mim, deixar o vento me levar para longe, começar de novo. É quem diria que um dia eu me encontraria com essa minha face mais sombria outra vez, teria os pensamentos obscuros me fazendo companhia, enquanto tento achar uma saida para essa armadilha, no entanto, minhas forças estão acabando, me falta animo para levantar e seguir em frente, acreditar que pode ser diferente, eu simplesmente não acredito mais no amor e logo ele, meu maior combustível. Estou me tornando aquilo que sempre temi, uma pessoa amarga, fria, insensível, incapaz de amar, de ser amada, estou perdendo minha essência, para me transformar num corpo vazio, indigno de compaixão. Enquanto isso, vou deixando as pessoas acreditar que estou superando, sobrevivendo, que tudo vai ficar bem, quando na verdade nem eu acredito. As vezes quero gritar por ajuda, as vezes eu só precisava de um pouco de carinho para suprir a falta enorme que ele faz na minha vida, mas quem me vê, quem me ouve? Afinal quem sou eu para perdir atenção, eu nem mereço, fiz tantas pessoas sofrerem pela minha intransigência, temperamento, pelas minhas exigências, só estou sendo castigada por tudo que fiz as pessoas que gostavam de mim sofrerem, fui abandonada para sentir na pele toda minha estupidez e infantilidade. É, talvez eu deva mesmo ficar sozinha, já que não consigo aprender a gostar de quem gosta de mim, só quero o inatingivel. Assim evito de maltratar mais pessoas, é melhor que ninguém se aproxime demais, assim não ocorre o risco de ser magoada por mim e me deixa padecer de meu próprio mal.
Se eu disser que meus dias são normais e tranquilos depois que ele deixou minha vida com certeza estaria mentindo. Por semanas via o dia amanhecer pelo parabrisas de um onibus, com a estrada levando para um caminho distante de casa, distante dele. O coração pulsava só de estar perto daquele lugar, palco de tantas lembranças, agora empoeiradas pelo tempo. Tudo me levava de volta para seus braços e as musicas traziam para dentro de mim sua voz, suas palavras. Atualmente já é dia quando encaro minha jornada, mas não menos doloroso. Dias como hoje a olhar o céu nublado a anunciar chuva pela janela do onibus, me deixa calada e triste. Todos dormem e entre tantas pessoas queridas, me sinto numa infinita solidão. Não há gargalhadas, só silêncio e o silêncio permite minha mente ir mais longe do que eu gostaria que fosse. Fica eu e meu reflexo no vidro da janela, o olhar perdido no horizonte pálido e o coração partido em tantos pedaços que nem dá para contar. Passo os dias tentando descrever o que sinto, descrever essa dor para quem sabe assim ela deixar de uma vez o meu peito, mas como a dor vai deixá-lo se o que a motiva não deixa? As vezes me pergunto como teria sido minha vida se nada disso tivesse acontecido, será que estaria fazendo projetos de noivado e casamento, como era o plano? Será que eu teria simplesmente tocado a vida e lentamente deixado-me apagar por aquele comodo e confortável momento, já que eu tinha quase um escravo aos meus pés disposto a fazer todas as minhas vontades. Não sei, como poderia, as coisas aconteceram, me deixaram feliz, radiante como eu não fora em outra época, entretanto os ventos mudaram sua direção, nos afastaram com desistendimentos, falta de comunicação, coisas tolas e pequenas, diante do sentimento que vinha sendo desenhado. Eu fiquei com as palavras que agora não fazem nenhum sentido e os momentos desconexos dentro da mente, soltos. Como um sonho do qual acordei de repente. O tempo está passando e a cada dia ficamos mais distantes e assim como minha força e meu desejo de lutar. Isso me frusta porque não costumo desistir do que desejo, mas isso não depende apenas de mim, porém o que mais dói é lembrar dos planos, das palavras de carinho, das conversas intermináveis, do respeito as minhas condições e a minha pessoa, ao meu tempo. Ele me entendia tão bem, conhecia minhas fraquezas, minhas dores, conhecia meus olhares, meus gestos, meus sorrisos. Vejo seus olhos e seu sorriso em cada canto por onde estivemos juntos e é cada vez mais difícil aceitar que simplesmente deixei de ser importante, que todo amor, carinho e desejo de ficar junto simplesmente o abandonaram. É talvez seja hora de eu usar suas palavras, “sou melhor sozinha”, afinal, para os homens só sou realmente uma boa amiga, não sou mulher, não atendo seus requisitos, sempre foi assim, porque agora seria diferente? Queria parar o tempo e apagar essa parte da fita, assim não haveriam lembranças nem dores, nem desejos, pois tudo que havia para ser sentido já era passado e estava enterrado bem fundo dentro do meu peito, afinal não passavam de fantasias. Queria não ser tentada a desejá-lo como aconteceu, que em sua sede de me ter de volta, virou minha vida e minha mente de cabeça para baixo, medo de ter me perdido. E para onde foi esse medo, que agora simplesmente me libertou do compromisso e me deixou livre novamente, mas afinal livre de que, se o sentimento continua dentro de mim? Se minha vida caminhava sem grandes acontecimentos, sem turbulências, e mesmo que me enganando eu estava feliz, pois não precisava do seu amor para viver, agora estou aqui, sozinha, magoada, sem entender o que mudou e o que fazer novamente com esse amor. Tudo estava em seu lugar, mas ele como um tornado trouxe a tona coisas nas quais eu não queria mais pensar e com seu jeito, me envolveu e trouxe para minha vida sensações que eu não tinha e que agora me fazem falta. Já não era mais sonho, fantasia, todos meus desejos haviam se tornado reais ao seu lado. E acreditei que não havia chance de passar minha vida com outra pessoa que não fosse ele, ainda acredito que ele é o que sempre procurei, meu amor verdadeiro, correto, mas num destino oposto. Quisera ao menos saber então se agora realmente acabou para não ter mais esperanças, para não pensar nas perguntas que ficaram sem resposta e nos planos que jamais serão realizados, para acreditar que tudo não passou de uma despedida tardia, um adeus adiado por 10 anos e para enfim, colocar um ponto final.
Faz muito tempo que escrevi esse texto, mas agora mexendo em meu arquivos achei que devia publicá-lo aqui, ele fala muito do que sinto por ter perdido alguém tão importante, alias, não fui eu que perdi, você me deixou. Quando o escrevi ainda achava que estávamos juntos. Mas na vida devo sempre olhar as coisas boas, sem você, ganhei os garotos e não há nada nesse mundo que me faça mais feliz do que eles nesse momento, afinal você escolheu não seguir a vida ao meu lado e mais uma vez estou tentando entender seus motivos, mesmo sabendo que nunca entenderei, nunca terei as respostas para as minhas perguntas.

E nesse momento, onde tantas coisas aconteceram é que pude sentir o quanto ainda é doloroso pensar em você, te sentir dentro do peito, mesmo não querendo. Tua lembrança fica me assombrando. E eu odeio pensar que em algum lugar dentro do meu coração, ainda há algum tipo de amor por você enraizado. Eu só queria que nada disse existesse, se eu não conhecesse a doçura, não sentiria o amargo de ter sido trocada por uma garota 10 anos mais nova que eu e de ver que você a faz feliz como prometeu me fazer e que hoje deve repetir a ela tudo que um dia me disse, sentado no chão de seu quarto, segurando minhas mãos, enquanto eu te observada deitada sobre a sua cama, com lágrimas nos olhos.


"Sinto falta de você, do seu olhar, do seu sorriso, do seu cheiro... sinto falta das mensagens, dos toquinhos, dos e-mails... sinto falta da espera, da ansiedade por te ver chegar, das mensagens de só mais 20 minutos... Sinto falta de te contar tudo que acontece comigo, nem que seja escrevendo. Sinto falta da inspiração que você me causa. Sinto falta de fechar os olhos e não conseguir imaginar nada mais perfeito do que estar contigo. Sinto falta de me pegar de repente pensando em você e sorrir, de adormecer e despertar com a tua lembrança no pensamento. Sinto falta de te ver me observando de um canto qualquer, atirando beijos pelo ar, enquanto fuma seu cigarro, ou fazendo graça com seus amigos. Sinto falta de deitar nos teus braços e estar apenas contigo, sem palavras, nem nada, enquanto você embaraça meus cabelos. Ouvir tua respiração, sentir teu coração. Mas também sinto falta de você me beijar, até me deixar sem fôlego e me fazer começar a rir. Sinto falta de ser seu anjinho, seu cristal, sua princesa, sua rainha. A mulher, a menina que você procurou em outros rostos e reencontrou em meus braços. Sinto falta da forma como você olhava para mim. Sinto falta de te ver tocando seu crafter, bebendo uma cerveja e sorrindo surpreso por me ver tão a vontade. Sinto falta de te ouvir cantar para mim, principalmente algo que você escolheu com carinho para expressar seus sentimentos ou de cantar comigo uma música preferida minha. Sinto falta do toque das tuas mãos a acariciar minha pele e fazendo-a arrepiar. Sinto falta de ser desafiada a ir num lugar novo, a me soltar. Sinto falta de me sentir leve, envolvida, entregue. Sinto falta de te ouvir fazendo planos, projetos e me incluindo neles. Sinto falta de torcer para o final de semana chegar logo para poder te encontrar. Sinto falta de ficar um tempão dentro de um ônibus e depois caminhar mais um pouco só para chegar na tua casa e estar contigo. Até sinto falta de te encontrar andando de meias brancas pela casa. Sinto falta da tua alegria, da tua franqueza, da tua transparência. Sinto falta de ficar observando tua relação com tua família e com teus amigos. Sinto falta de você me tomar pela mão e me mostrar o caminho, de me proteger. Sinto falta de te conhecer cada dia um pouquinho e de fazer parte da sua vida. Sinto falta de quem eu era quando estava contigo!"