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Ano Novo: parte 2

Bem, pensei muito em 2011 nesse meu primeiro dia do ano sem fazer absolutamente nada, em especial pelo fato de que passei as últimas horas do ano passado e as primeiras deste jogando um jogo de computador de deve ter mais de 10 anos que não jogava e constar que jogos realmente viciam. Fazia muito tempo que não brincava no computador realmente, salvo aqueles joguinhos do orkut e do face, mas esses joguinhos de antigamente era muito mais divertidos, estou com os braços doendo de tanto manobrar o carro nas pistas, mas feliz de ter encontrado uma verdadeira distração.

Voltando ao foco, quando olho para trás realmente posso dizer que 2011 foi um bom ano para mim. Tentei organizar as idéias do que falar a respeito, mas as memórias fogem e aparecem quando bem entendem então vou escrevendo e complementando e ver no que dá.

Muitas vezes fui deixando para depois o fato de registrar os acontecimentos e no final das contas as memórias se perderam e os registros nunca foram realizados e sinto falta disso hoje em dia, até porque sempre fui de ter agendas e as páginas em branco nela são memórias perdidas. Pior do que isso são as agendas com mais páginas em branco do que preenchidas, não significa que não aconteceu nada importante, mas sim que deixei de priorizar o que sempre foi importante para mim: escrever.

O ano mal tinha começado para mim, já que contador só folga depois que todas as obrigações estão cumpridas, eu finalmente ia tirar uns dias de folga e ir para praia, nossa fazia tanto tempo que não via ou sentia o mar que até agora me lembro da sensação de entrar na Av. Santa Catarina na Enseada vendo o mar de longe e os olhos enchendo de lágrimas. Tentava loucamente recuperar as memórias para identificar as coisas, mas o principal não havia mudado e me achei fácil, vendo novas e antigas sensações se misturarem. A questão é que aqueles dois dias maravilhosos foram destruidos com uma ligação e mais de 4 meses vivendo como enfermeira. Tudo bem, acidentes acontecem, mas aquilo foi como acabar o ano para mim.

Para quem não acompanhou essa minha fase, em abril minha avó caiu da escada, teve fraturas e ficou de cama por muito tempo e completamente dependente de nós horrível para ela, desastroso para nós, que viviamos cansadas, estressadas e sem tempo para fazer nada. Já tínhamos vivido essa experiência algumas vezes nos últimos anos, mas naquele momento foi trágico porque era minha folga, meu momento de cuidar de mim, meu momento de me dedicar ao basquete e tudo acabou ficando em segundo, terceiro plano. E eu tive muita raiva, muita revolta e infelizmente aquilo provocou uma ruptura no basquete que ainda estou lutando para restaurar.

Eu diria que esse foi o pior momento pessoal pelo qual eu passei, não apenas eu, mas também minha mãe. Emocional estava esgotada, vendo as coisas que eu gostava se empilhando pelos cantos e eu sem força ou vontade de arrumar, sem disposição de escrever, nem de pensar, precisava das forças que me restavam para trabalhar e dar contas das coisas de casa. Aquele momento me ensinou que tudo não passou de uma tempestade muito violenta, mas ela também acabou e foi então que transformamos 2011 em um grande ano.

Paralelo a isso, conquistas no lado profissional me ocupavam a mente, apesar de muitas vezes me deixarem fervendo de raiva e querendo jogar tudo para o alto. No meu ramo de atuação, não importa se você gosta do gestor ou não, importa que você está lá para orientá-lo e fazer tudo dentro da legalidade para que ninguém seja penalisado, em especial a população, que acaba pagando o preço quando o ente não está em dia com suas obrigações contábeis, como aconteceu em 2009 quando eu entrei na prefeitura.

Não vou dizer que é fácil lidar com política, diria que essa é a parte mais chata, mas infelizmente ela faz parte da máquina, o que sei é que graças a Deus, faço parte de uma equipe muito séria e que me deixa trabalhar com tranquilidade, que me permite opinar, participar e eu diria que esse ano eu fui bastante ativa. Prova disso e talvez um dos fatos mais relevantes foi a minha participação numa reunião no mais alto escalão, quando fui surpreendida pela chegada do "chefe maior" e na qual culminou a minha ida a Brasília. Os contratempos nos aerportos e a viagem de avião em si é que não foram muito divertidas, apesar de que ver o avião se aproximando de Joinville, sobrevoar o mar, ver todo o litoral paranaense do alto ter sido especial. O que compensou foi estar na capital do País e entrar na Secretaria do Tesouro Nacional, o lugar mais alto para quem atua na minha área, é lá que tudo aconteceu e que as normas que seguimos aqui são produzidas, foi único e marcante.

A outra coisa marcante em relação a carreira que eu gostaria de mencionar antes de encerrar por hoje foi o fato de ter voltado a lecionar. Sem dúvida foi a melhor coisa que fiz esse ano. Tive duas turmas maravilhosas, que me ensinaram muito e que foram muito pacientes comigo também. Foi uma prova de fogo levar para a sala de aula aquilo que eu vinha produzindo na prática e confesso não foi uma tarefa muito simples, aliás continuará não sendo, mas sinceramente, é tão gratificante, eu realmente estava sentindo falta desse ambiente, mesmo que para isso eu tivesse que duas vezes por semana entrar numa van e ir para Jaraguá do Sul, pois é, eis Jaraguá em minha vida outra vez, mas isso, é outra história, continuo amanhã.

Comentários

Maria Aparecida disse…
Faz algum tempo que estou lendo seus post´s. Nem me lembro como te descobri. Estou achando bacana saber da sua história, é bem parecida com a minha. Vou cntinuar te acompanhando.Até...

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