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Surgiu uma confusão de repente em minha mente, um fantasma do passado outra vez? Ou uma doce lembrança dos melhores momentos que vivi em minha vida, quando eu me sentia querida, protegida e completa. Quero acreditar que mais uma vez estou confundido as coisas, pensando bobagem, mas sei que no fundo ele é a pessoa mais importante que já tive, mesmo com todo esse jeitão dele. Ainda me lembro do dia que o "apresentei" para algumas pessoas, ninguem acreditou que ele fosse a pessoa que eu falava com tanto carinho e que pudesse ter tantas qualidades como eu descrevia. Sei que o que sobrou da nossa breve história foi o livro, que acaba de entrar no seu 9º ano inacabado, mas com melhorias significativas. Sei que esses rompantes sentimentais são importantes para que eu dê continuidade ao meu livro, mas não quero colocar tudo a perder, reconstruimos nossa amizade de uma forma tão sólida que acredito que se nos vissemos todos os dias ainda assim teriamos coisas a dizer. Sei que não falamos do passado, mas talvez um dia seja necessário falar sobre ele, já faz tempo, somos adultos agora podemos suportar o fato de ouvir algumas verdades, ou melhor, eu posso suportar, pq se apenas me couber amizade é o que quero, não vou lutar por nada mais. O que me deixa eu dúvida e as vezes entristecida é não amá-lo da mesma forma. Sei que amo, mas eu cresci e o sentimento mudou, assim como eu, amadureceu. É mais ponderado, controlado e reflexivo. Não faz mais as coisas por impulso apesar de as vezes eu sentir falta disso. As palavras dele volta e meia me tocam e fica aquela vontade de abraça-lo longamente, ceús tem momentos que preciso me controlar para não dizer coisas que não devem ser ditas, pois talvez já não sejam mais verdades absolutas.

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