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Sem final feliz

Devo estar entrando em TPM de novo... hoje a sensibilidade aflorou e os pensamentos que não deveriam mais estar na minha mente, passaram por aqui outra vez. Eu sei, não foi só hoje, hoje só pareceu mais forte. Desde sexta tem sido difícil e conviver com esse sentimento não é algo simples, dado as circunstâncias da sua existência. São tantas coisas contrárias e ainda assim, não desapeguei, mas irei, porque é preciso.

Estar perto de ti me conforta, mesmo que ao seu lado eu tenha que ser um cubo de gelo. E o que torna tudo mais díficil é o fato de que o afeto que sinto trouxe tantos sonhos e desejos para dentro do meu coração que não estou sabendo lidar com isso. Desde quando eu penso em casamento, em filhos, isso não faz parte de mim desde que um certo "melhor amigo" acabou com meu coração.

Tranquei todos esses sentimentos num buraco escuro e distante da minha mente para nunca mais olhar para eles, já que isso provocava muita dor. Com o tempo entendi que com a vida que eu leva…
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Sem saída

Nem sei descrever como estou me sentindo, mas é quase como se estivesse de luto, tamanho o sentimento de pesar, de desalento. Talvez de alguma forma seja. Sempre soube que não existia a menor chance para mim, que era um sentimento que nascia sozinho, que nunca seria correspondido, mas quando as coisas se materializam parece que fica mais difícil lidar.
Vinha falando o quanto isso seria difícil justamente porque acabava com minha ilusão, minha fantasia. Era isso que me alimentava, que me aquecia o peito e de alguma forma me deixava feliz e agora não tenho mais isso, porque fui trazida a realidade que sempre esteve ali, mas que eu ignorei o quanto pude: o caminho está fechado para mim e pelos piores motivos.
Depois da revelação, vê-lo a primeira vez foi o mais impactante, segurar as lágrimas fora de controle me fez perceber que não tenho nada de forte, porque fui consumida pela tristeza e assim que me sinto agora, sem forças, fisicamente abatida e não vendo saída. A alegria que senti n…

Quando chega a noite...

Aí a noite, quando escurece, quando tenho uns minutos sozinha comigo mesma. Estaciono o carro, inclino o acento e enquanto tocam Aquelas músicas, me pego a pensar em você. Eu confesso, pensei menos no final de semana, mas aqueles breves momentos em que minha mente não estava pensando em nada, estava relaxada, eu pensava em você e em alguns desses momentos, chorei. Chorei de tristeza, de incapacidade, de solidão. Houve momentos em que o sono não veio, mas foi pensar em você que adormeci. O que você fez comigo?

Tenho tantas perguntas sem resposta, tantas lágrimas sufocando meu peito, tantos olhares que gostaria de dedicar apenas a você, mas não, não é permitido. Espero e desejo teu toque, mesmo que involuntário, compartilho sorrisos pelos motivos errados, tudo para me manter firme, irrepreensível e impassível, para manter a postura, a retidão, mesmo que dentro eu esteja gritando, esbravejando contra esse sentimento que me tirou o chão. E aí chega a noite e tudo que evitei pensar durante…

Desalento...

Desalento, melancolia, isolamento é assim que tem se resumido os sentimentos dentro dos meus dias, que às vezes começam melhores, outras nem tanto, mas aí terminam bem. O problema é que eles acabam e com ele vem uma chuva de sentimentos, entre eles o predominante é o medo. O medo de ser descoberta, de falar ou fazer bobagem, de permitir que minha guerra interior transpareça.
Há tanta confusão dentro de mim. A delícia de estar perto com a tristeza de saber que aquele momento é o máximo que posso ter. Me contentar com um sorriso, com conversas pontuais, quando há tanto desejo de oferecer carinho dentro de mim, de me permitir, de deixar transbordar. Não, eu não posso, e não devo. Não está disponível nem ao meu alcance. E eu preciso me colocar no meu lugar. 
Não, eu ainda não tenho nome para isso. Não, ainda não passou, pelo contrário, continua aumentando e ao mesmo tempo que esse sentimento me aquece e me faz companhia, também me maltrata e me deprime. Sinto saudades o tempo inteiro, penso…

De repente 16...

Quando você encontra o que não estava procurando? Quando tudo que era líquido e certo cai por terra? E quando você descobre que dentro de um ser forte e bem resolvido existe alguém frágil escondido? Foi com essas perguntas que fiquei divagando esta manhã, amparada no comentário de um amigo, sim amigo, no masculino, que novidade hein, que me disse: Te começo a 6 anos e nunca te vi assim! Isso me colocou para pensar e talvez tenha me trazido mais dúvidas: agora estou sendo realmente eu ou eu regredi?
Meu amigo tinha razão com a sua colocação, no tempo que nos conhecemos ninguém me tirou do eixo como agora e me pegou tão de surpresa que simplesmente não sei como lidar com isso porque tem tempo demais que não vivo algo parecido. Ele reconheceu que sempre fui determinada no que queria, no que definia como ideal para minha vida , mas eu mesma não contava com o fato de ser surpreendida, não contava que no meu caminho aquela pessoa que me tirou do sério, me chateou e que quis ver pelas costas …

Arrasada...

Estou quase explodindo de tanta dor, precisava falar com alguém, precisava de um abraço, mas não há ninguém, nunca há e eu precisava contar sobre o que estou sentindo, é tão doloroso e está acabando comigo, desde quando eu fico assim sem vontade de comer, sem vontade malhar, querendo apenas me esconder em um canto escuro para chorar? Essa não sou mais eu, porém por algum motivo a minha antiga versão veio me fazer uma visita bem desagradável. Estragou minha tarde, minha malhação e parece estar disposta a estragar a minha noite também.
Eu estou arrasada e tudo porque sonhei com alguém que eu não queria ver, nem mesmo em meus sonhos. Eu não me lembro do contexto, de palavras, só lembro do seu rosto e da sua risada, igualzinho a imagem que tenho dele dentro da memória. Foi tão cruel, depois de algumas horas me lembrar do sonho, sentir meu coração sendo esmagado e um buraco se formando no lugar dele. Pior do que isso, tentar malhar para esquecer a lembrança ficar ainda mais presente, me pon…

Ano Novo - Parte Final

Enfim, chega ao final a saga da minha retrospectiva de 2011 e acredito ter deixado o mais marcante para o final, aquilo que tornou este ano um alento e ao mesmo tempo um desafio a ser vencido todos os dias. Particularmente este não foi um ano dedicado ao basquete, como vinha sendo os dois anteriores e confesso isso foi algo que me incomodou muito, alías continua incomodando, mas diria que tenho travado uma batalha interna diária para reverter essa história.
Depois de vencer a batalha da recuperação da minha avó o negócio foi fazer as malas e explorar novos horizontes. Minha pós graduação já estava chegando ao fim e aquele certeza de ter um final de semana só meu estava acabando, era preciso encontrar algo novo para devolver ao meu coração a sensação de liberdade, paz e principalmente o desejo de voltar para casa.
Os destinos não tiveram nada de extravagante, porém foram incríveis. Três bem conhecidos: Curitiba, Enseada e Jaraguá do Sul. Enseada foi o destino de momentos de descanso em p…