Pular para o conteúdo principal
Será possível que quando você me olha, não percebe nada? Será que meus olhos não transmitem o que estou sentindo? Eu passo os dias com sua voz retumbando dentro da minha cabeça, tendo alucinações e pior, desejando que elas fossem reais. Eu queria tanto acreditar que esse assunto não morreu para você, queria acreditar que teria outra chance, dessa vez não te diria não. Será que você não percebe que quando a gente conversa, inúmeras vezes eu desvio meu olhar, para não te encarar, com medo de que tudo que tenho guardado dentro do peito seja descoberto.

Cada dia que passa eu tenho mais certeza do que sinto por você, como te encontrar de surpresa me deixa desnorteada, mas acima de tudo, como é bom estar perto de você. Me sinto segura, protegida, feliz e faz um tempinho que não sinto isso. Mas eu já conheço esses sinais, todos terminam no mesmo lugar: eu como a amiga que sempre fica sozinha. Parece que não há nada que mude esse fato, sou muito boa para ser amiga, ouvir, fazer companhia, mas é só, há sempre algo no caminho.

Mas eu preciso te dizer, que sinto sua falta, mais do que tenho me permitido sentir. Meu sentimento por você tomou proporções que nem sei mensurar, já não cabe mais em meu peito e por mais que eu deseje revela-lo a você, não o farei, não posso, eu sei o que acontece quando digo a um amigo que ele se tornou importante demais na minha vida: eles vão embora e dessa vez, por mais que me doa estar ao seu lado apenas como amiga, é o que serei, é melhor do que não ter nada. Isso me permite ter um pouquinho de você, afinal de contas, esse é o meu destino, é por isso que entro na vida das pessoas, para ser amiga, para ajudar, para apoiar e de alguma forma tornar a vida das pessoas melhor, é a missão que Deus me deu, tenho que parar é de atropelar as coisas, parar de me envolver tanto, acabo sempre machucada mesmo, mas confesso que mesmo sofrendo, é bom sentir o que sinto por você, me faz acreditar que ainda estou viva, de alguma forma.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Arrasada...

Estou quase explodindo de tanta dor, precisava falar com alguém, precisava de um abraço, mas não há ninguém, nunca há e eu precisava contar sobre o que estou sentindo, é tão doloroso e está acabando comigo, desde quando eu fico assim sem vontade de comer, sem vontade malhar, querendo apenas me esconder em um canto escuro para chorar? Essa não sou mais eu, porém por algum motivo a minha antiga versão veio me fazer uma visita bem desagradável. Estragou minha tarde, minha malhação e parece estar disposta a estragar a minha noite também.
Eu estou arrasada e tudo porque sonhei com alguém que eu não queria ver, nem mesmo em meus sonhos. Eu não me lembro do contexto, de palavras, só lembro do seu rosto e da sua risada, igualzinho a imagem que tenho dele dentro da memória. Foi tão cruel, depois de algumas horas me lembrar do sonho, sentir meu coração sendo esmagado e um buraco se formando no lugar dele. Pior do que isso, tentar malhar para esquecer a lembrança ficar ainda mais presente, me pon…

Ano Novo - Parte Final

Enfim, chega ao final a saga da minha retrospectiva de 2011 e acredito ter deixado o mais marcante para o final, aquilo que tornou este ano um alento e ao mesmo tempo um desafio a ser vencido todos os dias. Particularmente este não foi um ano dedicado ao basquete, como vinha sendo os dois anteriores e confesso isso foi algo que me incomodou muito, alías continua incomodando, mas diria que tenho travado uma batalha interna diária para reverter essa história.
Depois de vencer a batalha da recuperação da minha avó o negócio foi fazer as malas e explorar novos horizontes. Minha pós graduação já estava chegando ao fim e aquele certeza de ter um final de semana só meu estava acabando, era preciso encontrar algo novo para devolver ao meu coração a sensação de liberdade, paz e principalmente o desejo de voltar para casa.
Os destinos não tiveram nada de extravagante, porém foram incríveis. Três bem conhecidos: Curitiba, Enseada e Jaraguá do Sul. Enseada foi o destino de momentos de descanso em p…

Mudando um pouco de assunto...

Passei os últimos dias contando sobre o passado, porém um fato que aconteceu ontem me trouxe a necessidade de vir até aqui e desabafar. O ano mal começou, a semana mal tinha começado e no meio da manhã, depois de ter me despedido de minha mãe no centro, para voltar ao trabalho enquanto ela se dirigia a parada do ônibus para ir para casa, recebo uma ligação dela, ofegante, pedindo para eu não ficar nervosa porque ela tinha sido assaltada. Minha primeira reação foi não ter reação, apenas o coração acelerou e senti uma vontade imensa de chorar, depois de sair correndo para abraçar a minha mãe e aí fiquei racional.
Deixei que ela contasse como tinha acontecido e tentei reproduzir a cena na minha mente, mas não consegui visualizar, depois quis saber o que tinha na bolsa, para identificar quais medidas precisariam ser tomadas. Documentos pessoais, cartão do banco, talão de cheques, passagem de ônibus, chave de casa e celular, fora os receituários médicos que ela tinha acabado de apanhar na c…