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Quando chega a noite...

Aí a noite, quando escurece, quando tenho uns minutos sozinha comigo mesma. Estaciono o carro, inclino o acento e enquanto tocam Aquelas músicas, me pego a pensar em você. Eu confesso, pensei menos no final de semana, mas aqueles breves momentos em que minha mente não estava pensando em nada, estava relaxada, eu pensava em você e em alguns desses momentos, chorei. Chorei de tristeza, de incapacidade, de solidão. Houve momentos em que o sono não veio, mas foi pensar em você que adormeci. O que você fez comigo?

Tenho tantas perguntas sem resposta, tantas lágrimas sufocando meu peito, tantos olhares que gostaria de dedicar apenas a você, mas não, não é permitido. Espero e desejo teu toque, mesmo que involuntário, compartilho sorrisos pelos motivos errados, tudo para me manter firme, irrepreensível e impassível, para manter a postura, a retidão, mesmo que dentro eu esteja gritando, esbravejando contra esse sentimento que me tirou o chão. E aí chega a noite e tudo que evitei pensar durante…
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Desalento...

Desalento, melancolia, isolamento é assim que tem se resumido os sentimentos dentro dos meus dias, que às vezes começam melhores, outras nem tanto, mas aí terminam bem. O problema é que eles acabam e com ele vem uma chuva de sentimentos, entre eles o predominante é o medo. O medo de ser descoberta, de falar ou fazer bobagem, de permitir que minha guerra interior transpareça.
Há tanta confusão dentro de mim. A delícia de estar perto com a tristeza de saber que aquele momento é o máximo que posso ter. Me contentar com um sorriso, com conversas pontuais, quando há tanto desejo de oferecer carinho dentro de mim, de me permitir, de deixar transbordar. Não, eu não posso, e não devo. Não está disponível nem ao meu alcance. E eu preciso me colocar no meu lugar. 
Não, eu ainda não tenho nome para isso. Não, ainda não passou, pelo contrário, continua aumentando e ao mesmo tempo que esse sentimento me aquece e me faz companhia, também me maltrata e me deprime. Sinto saudades o tempo inteiro, penso…

De repente 16...

Quando você encontra o que não estava procurando? Quando tudo que era líquido e certo cai por terra? E quando você descobre que dentro de um ser forte e bem resolvido existe alguém frágil escondido? Foi com essas perguntas que fiquei divagando esta manhã, amparada no comentário de um amigo, sim amigo, no masculino, que novidade hein, que me disse: Te começo a 6 anos e nunca te vi assim! Isso me colocou para pensar e talvez tenha me trazido mais dúvidas: agora estou sendo realmente eu ou eu regredi?
Meu amigo tinha razão com a sua colocação, no tempo que nos conhecemos ninguém me tirou do eixo como agora e me pegou tão de surpresa que simplesmente não sei como lidar com isso porque tem tempo demais que não vivo algo parecido. Ele reconheceu que sempre fui determinada no que queria, no que definia como ideal para minha vida , mas eu mesma não contava com o fato de ser surpreendida, não contava que no meu caminho aquela pessoa que me tirou do sério, me chateou e que quis ver pelas costas …

Arrasada...

Estou quase explodindo de tanta dor, precisava falar com alguém, precisava de um abraço, mas não há ninguém, nunca há e eu precisava contar sobre o que estou sentindo, é tão doloroso e está acabando comigo, desde quando eu fico assim sem vontade de comer, sem vontade malhar, querendo apenas me esconder em um canto escuro para chorar? Essa não sou mais eu, porém por algum motivo a minha antiga versão veio me fazer uma visita bem desagradável. Estragou minha tarde, minha malhação e parece estar disposta a estragar a minha noite também.
Eu estou arrasada e tudo porque sonhei com alguém que eu não queria ver, nem mesmo em meus sonhos. Eu não me lembro do contexto, de palavras, só lembro do seu rosto e da sua risada, igualzinho a imagem que tenho dele dentro da memória. Foi tão cruel, depois de algumas horas me lembrar do sonho, sentir meu coração sendo esmagado e um buraco se formando no lugar dele. Pior do que isso, tentar malhar para esquecer a lembrança ficar ainda mais presente, me pon…

Ano Novo - Parte Final

Enfim, chega ao final a saga da minha retrospectiva de 2011 e acredito ter deixado o mais marcante para o final, aquilo que tornou este ano um alento e ao mesmo tempo um desafio a ser vencido todos os dias. Particularmente este não foi um ano dedicado ao basquete, como vinha sendo os dois anteriores e confesso isso foi algo que me incomodou muito, alías continua incomodando, mas diria que tenho travado uma batalha interna diária para reverter essa história.
Depois de vencer a batalha da recuperação da minha avó o negócio foi fazer as malas e explorar novos horizontes. Minha pós graduação já estava chegando ao fim e aquele certeza de ter um final de semana só meu estava acabando, era preciso encontrar algo novo para devolver ao meu coração a sensação de liberdade, paz e principalmente o desejo de voltar para casa.
Os destinos não tiveram nada de extravagante, porém foram incríveis. Três bem conhecidos: Curitiba, Enseada e Jaraguá do Sul. Enseada foi o destino de momentos de descanso em p…

Mudando um pouco de assunto...

Passei os últimos dias contando sobre o passado, porém um fato que aconteceu ontem me trouxe a necessidade de vir até aqui e desabafar. O ano mal começou, a semana mal tinha começado e no meio da manhã, depois de ter me despedido de minha mãe no centro, para voltar ao trabalho enquanto ela se dirigia a parada do ônibus para ir para casa, recebo uma ligação dela, ofegante, pedindo para eu não ficar nervosa porque ela tinha sido assaltada. Minha primeira reação foi não ter reação, apenas o coração acelerou e senti uma vontade imensa de chorar, depois de sair correndo para abraçar a minha mãe e aí fiquei racional.
Deixei que ela contasse como tinha acontecido e tentei reproduzir a cena na minha mente, mas não consegui visualizar, depois quis saber o que tinha na bolsa, para identificar quais medidas precisariam ser tomadas. Documentos pessoais, cartão do banco, talão de cheques, passagem de ônibus, chave de casa e celular, fora os receituários médicos que ela tinha acabado de apanhar na c…

Ano Novo - Parte 3

Foi só voltar ao trabalho que já perdi o pic da escrita, mas enfim, hoje deu uma vontade de movimentar os dedos, então pensei que seria oportuno continuar de onde parei ou ao menos tentar. Lembro de comentar meu retorno a Jaraguá do Sul, então vou tentar daqui.
Fazia cerca de duas semanas que eu estava indo para a academia, muito empolgada pelo resultado que isso fazia no meu lado emocional, me deixando mais disposta, controlada e motivada, já que eu ainda vivia aquela fase meio sombria. Foi então que numa tarde me deparei com um processo seletivo de uma faculdade. Fiquei curiosa e dei uma olhada no edital, para minha surpresa a seleção era justamente para a minha área de atuação. Fiquei muito empolgada e ao mesmo tempo insegura, porque o tempo era curto, mas pensei: "- Porque não tentar?". Com esse pensamento me esforcei e me inscrevi.
O processo da entrevista foi meio traumatico, achei realmente que não seria aprovada, pois me senti uma péssima profissional do ensino, sincer…